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formiga de piquenique e outros poemas breves
sexta-feira, 5 de junho de 2020
sábado, 23 de maio de 2020
Tubaíners, Coroquinóias e o Caos
Tubaíners, Coroquinóias e o Caos
texto escrito em 23/05/2020
Neste último mês, tive contato com pelo menos 3 médicos, nenhum deles infectologistas, mas o assunto do vírus acabou tornando-se tema da conversa. O primeiro, no começo da crise do covid-19, ainda em fins de março, reprovou a quarentena e cortou a palavra “histeria” ao meio, enquanto conversávamos, voltando atrás no que ia dizendo, sabendo que isso poderia me ofender. O segundo, por várias vezes, tentou pegar em minhas mãos para cumprimentar, até entender que eu, atrás de minha máscara, não estenderia a minha, na direção da dele. E o terceiro falou abertamente que o isolamento é inútil e que a pandemia deve se transformar em epidemia, cabendo a nós esperar até que a contaminação atinja seu pico.
Perguntei a esse terceiro médico, então, se ele defendia a solução da “imunidade de rebanho” – que é quando uma doença atinge uma média de 70% da população – e ele confirmou que sim, que era isso mesmo. Então, disse a ele que tinha feito os cálculos, baseando-me nos números de dias anteriores, e que setenta por cento da população correspondia a 150 milhões de brasileiros infectados, sintomáticos e assintomáticos. Ele confirmou. Então, disse-lhe que, pela proporção de hoje, em media de 8%, o número de mortos poderia chegar a mais ou menos 10 milhões de pessoas, em sua maioria pobres e idosos. Ele meneou a cabeça, como que conformado, e respondeu que é possível que descubram logo uma vacina para o covid-19. E, em seguida, argumentou que o número de mortes em Goiânia, hoje, é menor do que o número de mortes, na mesma época, comparado com o ano passado. Nossa conversa se prolongou por esse tema, e eu lhe expus que o isolamento, feito com seriedade, serviria, ao menos, para que os focos fossem detectados com mais precisão e, assim, seriam mais fáceis de serem atacados, mas ele contra-argumentou que já fizemos o confinamento e “até a Cláudia Raia, que se gabava do isolamento, postando vídeos dela na internet, pegou a doença”. Terminou dizendo que estava havendo sobre-notificação de casos e que todo mundo que morria, agora, por causa desconhecida, se tornava mais um caso de corona vírus.
Todo mundo sabe que o presidente brasileiro, ao ser confrontado com o número de mortos por covid-19, disse a frase: “e dai?” Ora, dizer isso é dar de ombros para as mortes que estão ocorrendo no território nacional, como se o Estado não tivesse nenhuma responsabilidade sobre elas e nada será feito diante da tragédia pública que nos assola. Além disso, o presidente faz piadas de mau gosto e infantis, de cunho ideológico, dizendo que “quem é de direita, toma cloroquina. E, quem é de esquerda, toma tubaína”.
Bem, o presidente não está pensando sozinho. Há muitos que defendem seu ponto de vista. Alguns são partidários de sua ideologia, como um todo. Outros, apenas concordam com ele nesse ponto de vista, esperando pelo que vai acontecer, apostando que essa é a solução para o problema da doença, que se alastra. Essas pessoas são chamadas, na internet, de “bolsomínions”, um apelido que quer dizer, se não me engano, “alguém que pensa pouco”. E, com a insistência do presidente em usar o remédio hidroxicloroquina nos pacientes afetados pelo vírus do covid-19, um novo apelido foi dado aos fãs do presidente, que é “cloroquínions”. Mas, como a piada é um recurso discursivo que dá duplo sentido às interpretações, um amigo criou a palavra “cloroquinóia”, juntando o grupo dos bolsonaristas ao mínions (que, se não me engano, vem de um desenho animado) e esses aos “noiados”, que é como são chamados os viciados em crack, uma droga que é o subproduto da cocaína.
E, do outro lado – dos que defendem o confinamento – a palavra tubaína também sofreu aliterações até chegar aos “tubainers”, que eu mesmo inventei, depois que eu vi um ‘meme’ de alguém acendendo o pavio para explodir uma garrafa contendo coquetel molotov, cujo rótulo podia se ler a palavra ‘tubaína’, um refrigerante popular, considerado bebida de pobres, no Brasil. O ‘ers’ foi emprestado da língua inglesa, que transforma uma ação na pessoa que a pratica. Assim, “law” é lei, mas “lawyer” é advogado. Youtube é uma plataforma de colocar vídeo, mas quem posta conteúdo lá vira “youtuber”. Na verdade, tomei o sufixo do uso que os paulistanos fazem, na internet, que se nomeiam conforme o bairro em que moram. Assim, quem mora em Santa Cecília diz ser um “santacecilier”. Quem mora em Perdizes, “perdizers”, e assim por diante.
Tem um outro dado. Em 2000, enquanto a imprensa noticiava, com ufanismo, os 500 anos da “descoberta” do Brasil, nós, um grupo de interioranos do norte do Paraná, fazíamos um evento que ficou célebre na cidade de Bela Vista do Paraíso, intitulado Outros 500. Esse evento, que teve uma programação variada – e que contou com a adesão de algumas dezenas de jovens participando da produção – acabou chamando atenção (e a ira da maçonaria) e foi um marco histórico na região. Uma das ações protagonizadas pelo grupo foi um evento intitulado de “A tubaína é nossa!”, visto que estávamos sendo ameaçados por várias privatizações do governo da época e queríamos chamar atenção para a relação local X global. Nossa crítica endereçava-se aos ufanistas carregando a bandeira brasileira nas costas e bebendo alegremente sua coca-cola, enquanto consumiam marcas e entretenimento impostos pelos Estados Unidos. Nada mudou. E eu continuo defendendo a “tubaína”, embora prefira beber os probióticos que faço de fermentação natural de frutas.
Portanto, é fácil saber de que lado estou. Defendo que salvar vidas é mais importante do que a economia. De que o Estado tem o dever de ajudar as pessoas a se manterem em casa, liberando custos para que elas possam aderir ao isolamento. De que é preciso investir na saúde pública para que, em uma situação como a que estamos vivendo, possa ser socorrido e amparado o maior número de pessoas. E, principalmente, que a prevenção é menos custosa do que o combate à doença.
Sei, também, que, para variar, estou do lado dos que estão perdendo a batalha. A suposição que o número de mortos passe da casa dos 6, 7 dígitos, pode ser comparada ao Apocalipse. Não é só que vão morrer muito mais pessoas do que os 21.600 mortos que já estão notificados – hoje, dia 23 de maio de 2020 – desde quando a pandemia se iniciou, no país, em meados de março deste ano. É todo um colapso na saúde, na educação e na economia que, a meu ver, serão irreversíveis. A doença vai se alastrar e matar nossos parentes, nossos amigos, conhecidos, intelectuais, artistas, anônimos e pobres, muitos pobres. E o pior é saber que é isso que o governo quer. Que há uma política deliberada de genocídio aos mais vulneráveis, que são vistos apenas como incômodo ou mão de obra descartável.
O horror é saber que estamos em um barco furado e desgovernado, à deriva de uma tempestade. Que o outro torna-se um inimigo que nos pode passar a morte através de um simples aperto de mão. Que a peste está no ar e os cavaleiros da morte passeiam sorridente e livres pelo noticiário, como chefes de Estado, grandes empresários, economistas do mercado e militares devassos, decrépitos, a comandar o destino da nação. Que, em uma reunião ministerial, com a presença do chefe da nação, prevaleça o bate bocas, as ameaças e os palavrões, tal como imaginamos uma reunião de um bando de bandidos sem educação ou escrúpulos.
O terrível é saber que em Cuba – para onde eu tenho sido mandado desde 2014, quando comecei a defender a manutenção da ex presidenta Dilma, que depois foi derrubada – não tenha registro de casos de mortes por covid-19 há 2 dias. E que as praias de alguns países da Europa estão começando a voltar a ter circulação. E que a China continental tem pouco mais de 4 mil mortes. E que a doença chegou aqui 2 meses depois que começou lá! Ou, que a Argentina, nossa vizinha, que, em número de habitantes é quatro vezes e meia menor, conta 50 vezes menos o número de mortos do que aqui!
O caos, portanto, será a herança dos nossos filhos e netos, se é que os teremos, ainda. As fronteiras com os outros países serão todas fechadas. O brasileiro, que já vinha perdendo o status de país pacífico e cortês, será tratado como um leproso, quando estiver entre estrangeiros. Tornaremos presas fáceis do capitalismo voraz e canibal que nunca teve, de todo modo, dificuldade em levar nossas riquezas. Continuaremos na disputa narrativa entre “cloroquinóias” e “tubaíners”, como se os oprimidos fossem os culpados pela violência dos opressores. A polícia continuará matando os pobres, em uma política de extermínio que só aumenta a violência. Os representantes do Estado continuarão dizendo: “e dai?” O culpado continuará a ser o PT, partido que saiu do governo há mais de 4 anos e deixou uma reserva cambial de 380 bilhões nos cofres públicos, que está sendo queimada, como a floresta, em chamas, enquanto o presidente ri da nossa cara. O dólar, hoje, está batendo a casa dos 6 reais. Em breve estaremos pior do que estivemos na época do governo Sarney, com uma inflação de 80 % ao mês. Vivendo sob um regime autoritário. E sem nossas estatais.
O fundamentalismo evangélico neopentecostal fardado venceu. As bandeiras dos Estados Unidos e de Israel são hasteadas pelos “cloroquinóias”, enquanto pisam sobre a bandeira nacional, gritando “Brasil acima de todos” e “mito”, que é como eles chamam o psicopata que elegeram. O mundo acabou e nunca mais vai ser o mesmo. Os que já estavam mortos estão conseguindo matar a todos nós, também. Para eles, isso é uma vitória de Cristo, mesmo que tudo tenha sido construído à base de fake news e um processo de ódio contra os adversários políticos. Para eles, cumpre-se, assim, a profecia do Apocalipse, que é o que eles querem. Desse modo, ninguém poderá desacreditar na Bíblia Sagrada que essas e esses mamelucos, cafuzos, índios, pretos, brancos pobres e ricos canalhas bradam ao ar, amaldiçoando a alegria e a diversidade e impondo o punitivismo de um povo do deserto ao nosso país tropical.
Os ignorantes têm ódio do Estado. O Estado só chegou aos menos favorecidos, nesses 520 anos de Brasil, para cobrar impostos, tributos e matar a população. Por isso, caem fácil na armadilha autoritária. Por isso, acabam elegendo dirigentes que se dizem contra a política e contra o Estado. Não sabem de seus direitos e não têm como lutar por eles. Quando tiveram alguma chance, logo insurgiram forças da elite branca para derrubar o governo, fazendo isso através da criação de um clima de ódio, no país. E a grande maioria da sociedade nem percebeu que a conta seria paga por ela, muitas vezes, com a vida das pessoas. Esse projeto de extermínio tem nome, chama-se "capitalismo selvagem". Um exemplo: a Indústria nacional vem perdendo o pouco espaço que tinha, em termos de produtividade e competitividade, a passos largos, mas sua Federação continua apoiando o presidente que ajudaram a ganhar a eleição. Por que? Porque lucram com o sistema financeiro. Por enquanto, ainda podem tirar do trabalhador, cortar direitos, enxugar a máquina, tomar capital a crédito do Estado, mas, e amanhã, como será? Não há futuro para “o país do futuro”. O pesadelo tende a se aprofundar. O caos impera. E isso só abre espaço para o autoritarismo, que bem conhecemos suas chagas. Elas mal cicatrizaram sobre a pele da nossa bandeira, que está sendo pisada por fanáticos. Fanáticos que se dizem com ódio da política, mas que se divertem em brincar com as armas do fascismo, incendiando sonhos e colocando medo no lugar! Para o atual governo e os cloroquinóias, o isolamento social é uma carta a ser manipulada. Eles não querem os tubaíners protestando e reivindicando direitos, nas ruas. A eles interessa o caos. O caos interessa ao opressor, o medo se espalha. A repressão e a censura são usadas como remédio. A peste se espalha. E mata.
Rubens da Silva
segunda-feira, 10 de setembro de 2018
A BUTTERFLY HUNTER ON THE PRAGUE CITY
Um caçador de borboleta
Tendo
saído do Brasil para fazer um curso de escultura, durante meu período
de Licença Capacitação, no primeiro semestre deste ano de 2018,
durante mais de 2 meses residi na cidade de Praga, na República
Tcheca, onde me deparei com histórias e construções da Idade Média
que, hoje, fazem parte do acervo cultural da humanidade. Foi na Praça
Venceslau, um rei do século XII, diante de sua imagem, que entendi
que aquele amontoado de metal moldado no século XVIII ou XIX ajudava
a trazer identidade e coesão social a seu povo. E isso não estava
isolado da quantidade de turistas visitando a grande praça
circundada de palácios, museus e outras obras monumentais e
seculares. Nem da economia que aquele conjunto de histórias e
memória movimenta.
Por
ironia, próximo ao local onde eu estava residindo, na Praça
Ortenovo, no bairro de Holešovice, na região conhecida como Praga
7, distante 15 a 20 minutos de bonde da Praça Venceslau, está
instalada uma peça feita com duas chapas de metal, no tamanho
aproximado de 3 metros, ladeada por um perfil de mais ou menos 40 cm,
pintada pelo brasileiro Romero Britto. Representa uma borboleta.
Depois
de consultar, pela internet, descobri que um escritório oferece
graciosamente às prefeituras das cidades uma obra do referido
artista. Através da embaixada brasileira, sambistas representando a
“cultura brasileira” são convidados para se apresentarem no dia
da inauguração da peça. Formalizam-se as transações e, pronto,
está aberto o canal para possíveis trocas comerciais entre o
escritório de Romero Britto e a cidade “premiada”1.
Conversando
com o artista Kristofer Paetau – que foi meu anfitrião e
intermediário para que eu pudesse ir para Praga – lembramos de
alguns “diálogos” entre obras, tais como o desenho de De Kooning
apagado por Rauschenberg (Erased de Kooning Drawing, 1953) e, também,
da estátua da menina sem medo (2017) que se posiciona em frente ao
Búfalo de Wall Street (1989), em Nova York, EUA.
Rapidamente,
desenhei em uma folha de papel uma rede de caçar borboletas e
começamos a pensar juntos qual seria a melhor posição para ela
ficar na Praça Ortenovo, “dialogando” com a obra de Romero
Britto. Outro amigo, Ondrej Brody, também artista, sugeriu que eu
enfiasse a rede sobre a borboleta e eu logo fui tirar as medidas
reais do trabalho alheio para pensar sobre o que e como fazer o meu
próprio trabalho.
Fiz
uma maquete do conjunto borboleta-rede ao mesmo tempo em que tentava
pensar quais seriam os melhores materiais para a construção do meu
objeto. Fui à uma grande loja de materiais de construção, um pouco
afastada no centro da cidade, e comprei canos de plástico, madeira,
parafusos e demais materiais para fazer a parte rígida da rede, que
deveria ter, pelo menos, 3 metros de diâmetro, em sua boca. Não
fiquei satisfeito em um primeiro momento e comprei mais materiais
para dar à rede mais estabilidade. E, após isso, comprei uma rede
de tecido de propileno que me fez pensar se valia a pena os gastos
que eu estava tendo com esse trabalho. Afinal, quanto tempo iria
demorar para que depredassem ou que a polícia ou o serviço público
retirassem minha rede de cima da escultura do famoso escultor
brasileiro?
Meus
amigos diziam que, em uma hora, no máximo a rede não estaria mais
lá. Outro, mais pessimista, de que eu seria preso no ato de colocar
a rede de caça sobre o objeto de metal. Fui tranquilizado pelo meu
orientador do curso de licença capacitação, ponderando que a rede
não iria machucar o trabalho alheio e que não haveria problemas com
a polícia, caso ela chegasse na hora da ação.
Na
manhã de um sábado, convidei os amigos e o meu orientador, que veio
com seus alunos, para fazer um piquenique e realizar a ação na
Praça. A rede encaixou-se perfeitamente à borboleta e
não houve nenhum tipo de problema que pudesse atrapalhar o
planejamento feito anteriormente. Ao contrário, alguns moradores do
bairro vieram até a mim para dizer que aprovavam minha intervenção.
Um mês
depois que eu fui embora de Praga, a rede continuava na praça, ora
sobre a borboleta, ora no chão, ao lado da borboleta. Ninguém
roubou a rede, levou o cano ou depredou a peça. As pessoas
interagiram com a rede de caçar borboletas como um jogo, uma
brincadeira. Como meu amigo desce no ponto da Praça, todos os dias,
para ir trabalhar, ele foi fotografando essa reação e enviando as
fotos para eu apreciar.
Colocando a rede
Colocando a rede e posando para foto
Criança brincando com a maquete da rede
Público da Praça interage com a rede
Público da Praça interage com a rede - talvez a pessoa tenha pensado em libertar a borboleta...
-
Vários dias depois
mais...
Um mês depois
Até que a rede rasgasse
quinta-feira, 31 de maio de 2018
Brochado da Rocha
Democracy party
In 2006, after the coup who banned the voted ex-presidente Dilma Roussef, Brazil did a election to choice maor for the cities. So, In BROCHADO DA ROCHA square, person who was constituent in 1947, I hoisted one paper sheet full of political advertising from various political parties, doing one ironic gesture in 'honor' of the legitimacy of brazilian democracy. In portuguese the name of the guy is like 'stone powerless', to know, 'without virility'.
terça-feira, 13 de fevereiro de 2018
A roupa que te veste
Performance realizada durante o 1º Encontro de Estética e Filosofia da Faculdade de Filosofia FAFIL/UFG - 2016
https://vimeo.com/166728766
quarta-feira, 6 de julho de 2016
ÁLBUM DE FIGURINHAS NOWHEREMAN
O álbum de figurinhas NOWHEREMAN é parte do projeto CROMOSAPIENS. Trata-se de um material feito a partir de imagens e histórias coletadas de moradores de rua do centro da cidade do Rio de Janeiro, em 2010.
Esse álbum possui 42 figurinhas com o retrato colorido de moradores de rua, para serem coladas nas páginas em preto e branco do álbum, que possuem casas vazias, equipamentos urbanos, anúncios classificados de apartamentos para alugar ou vender e uma planta baixa padrão de moradia. Uma das figurinhas não tem um número atrás para ser colada no álbum, ficando à mercê do destino que o colecionador que a tirou quiser dar. Uma outra, representando o personagem do 'filho pródigo' - uma reprodução da pintura de Hieronimus Bosh, do século 15 - de tão perdida, somente se sabe dela pela sombra que deixa em muros e paredes da cidade, como indício de que passou por ali, sem encontrar lugar no álbum que lhe deu origem.
Para saber mais das figurinhas do álbum e do projeto Cromo Sapiens, entre nesse link, aqui:
http://figurinhasnowhereman.blogspot.com.br/
Esse álbum possui 42 figurinhas com o retrato colorido de moradores de rua, para serem coladas nas páginas em preto e branco do álbum, que possuem casas vazias, equipamentos urbanos, anúncios classificados de apartamentos para alugar ou vender e uma planta baixa padrão de moradia. Uma das figurinhas não tem um número atrás para ser colada no álbum, ficando à mercê do destino que o colecionador que a tirou quiser dar. Uma outra, representando o personagem do 'filho pródigo' - uma reprodução da pintura de Hieronimus Bosh, do século 15 - de tão perdida, somente se sabe dela pela sombra que deixa em muros e paredes da cidade, como indício de que passou por ali, sem encontrar lugar no álbum que lhe deu origem.
Para saber mais das figurinhas do álbum e do projeto Cromo Sapiens, entre nesse link, aqui:
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